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Hoje é Sábado, 23 de Março de 2019
A Embraer espera OK dos Estados Unidos para as vendas de aviões para o Irã


A Embraer espera OK dos Estados Unidos para as vendas de aviões para o Irã

Embraer do Brasil, terceiro maior fabricante mundial de aviões comerciais, diz que está esperançoso de obter o sinal verde dos EUA para vender aviões ao Irã.



Reuters citou um porta-voz da Embraer não identificado como tendo dito que a empresa espera que o Departamento do Tesouro dos EUA emita uma licença para ele - como a que emitiu para a gigante da aviação francesa Airbus - para avançar com um plano para vender pelo menos 20 de seus jatos E-195 para a República Islâmica.
O valor do negócio é estimado em mais de US $ 1 bilhão.
Embraer ainda requer uma licença dos EUA para a venda ao Irã de tecnologia sensível de motor de jato em seus aviões, informou a Reuters.
Na terça-feira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou Airbus da França para vender 106 aviões comerciais a Iran Air, companhia aérea de bandeira do Irã.
Um esquema semelhante com gigante da aviação americana a Boeing enfrenta um destino incerto depois que a Câmara dos Representantes dos EUA na semana passada votou para cancelar o seu acordo com o Irã.
As perspectivas para o Brasil em ver uma abertura no comércio pós-sanções com o Irã parecia promissor na quarta-feira, quando o país anunciou que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos tinha dado o sinal verde para os seus planos de fazer negócios com a República Islâmica, sem medo de sanções.
Rodrigo Azeredo, o chefe da Promoção Comercial Divisão de Programas de Ministério das Relações Exteriores do Brasil, foi citado pela Reuters como dizendo que o Tesouro dos Estados Unidos abriu o caminho para bilhões de dólares em exportações potenciais não só para aviões a jato, mas também ônibus e equipamentos para Irã.
Azeredo enfatizou que funcionários do Tesouro dos Estados Unidos tinha explicado aos executivos dos maiores bancos do Brasil em São Paulo na semana passada que eles podem lidar com bancos iranianos, enquanto as transações - em dólares ou qualquer outra moeda - não sejam efetuadas através do sistema bancário dos Estados Unidos.