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Hoje é Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
Consumidores russos mudam de perfil e querem mais café especial brasileiro


Consumidores russos mudam de perfil e querem mais café especial brasileiro



O Brasil é o segundo maior exportador de café para a Rússia

Especialista do Brasil participou de três eventos na Rússia

Segundo os últimos dados, o Brasil é o segundo maior exportador de café para a Rússia, cedendo o primeiro lugar ao Vietnã. Mas, de acordo com os produtores brasileiros, a demanda russa tende cada vez mais a preferir o brasileiro. Mais do que isso: o café gourmet brasileiro. Durante a feira internacional de alimentos World Food Expo Moscow 2014, a Voz da Rússia conversou com a diretora executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Vanusia Nogueira, que participou de três eventos do ramo em Moscou e em Vladivostok.

Ela afirmou que os russos ainda têm um hábito muito forte de consumo de café solúvel. Mas, atualmente, a tendência vira cada vez mais a favorecer o café arábico. Segundo Vanusia, apesar de a Rússia ainda não ser um grande importador de cafés gourmets brasileiros, o mercado russo tem um potencial muito grande para receber cafés mais finos, principalmente para fazer o expresso.

Vanusia explicou que cafeterias e restaurantes russos já usam as variedades brasileiras. Em lojas especializadas, é comum encontrar pelo menos uma ou duas opções do café brasileiro. E o potencial russo, na opinião da especialista, só tende a crescer.

A mudança de hábitos significa certa mudança de cultura. O café fino, como o bom vinho, não é para se tomar e esquecer, mas para saborear. Segundo Vanusia, a Rússia é o maior consumidor do café solúvel do mundo, o que mostra que o russo gosta muito de café.

A especialista explicou que o café solúvel é um café que foi industrializado há mais de um ano, enquanto o expresso é um café que foi colhido neste mês e torrado na semana passada, por isso tem muito mais aroma, muito mais sabor.

Comentando ainda as recentes pesquisas relacionadas ao sequenciamento do genoma do cafeeiro, Vanusia explicou que a técnica pode trazer mais inovações para a indústria e até fazer a produção mais sustentável. Segundo ela, o objetivo é obter uma variedade mais resistente a pragas e doenças, para usar menos agroquímicos, para que a produção seja mais ambientalmente sustentável e também para a melhoria do café.

A diretora executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais lamentou igualmente o fato de a exportação do café brasileiro não estar em sua melhor época. O volume de venda ao exterior do produto, segundo Vanusia, diminuiu sensivelmente devido ao excessivo apoio estatal a outros itens de exportação mais prestigiados, como a carne. No entanto, segundo a especialista, a Rússia está se mostrando um mercado bastante promissor, podendo levar a indústria a demonstrar de novo a importância do café brasileiro.