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Hoje é Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
Segundo a FAO a produção mundial de cereais atingiu um recorde


Segundo a FAO a produção mundial de cereais atingiu um recorde

De acordo com um comunicado de imprensa publicado pela Representação da FAO na República Islâmica do Irã, os preços mundiais dos alimentos subiram em agosto, principalmente porque a perspectiva de colheitas de cereais abundantes elevou as expectativas de



O Índice de Preços de Alimentos da FAO diminuiu 1,3 por cento em relação a julho, com uma média de 176,6 pontos em agosto.
A queda foi em grande parte impulsionada por um declínio de 5,4 por cento no Índice de Preços de Cereais da FAO, refletindo uma queda acentuada nos preços do trigo à medida que as perspectivas de produção na região do Mar Negro melhoraram.
A FAO aumentou sua previsão para a produção global de cereais para 2 611 milhões de toneladas, um recorde histórico. Os estoques mundiais de cereais também deverão chegar a um máximo histórico até o final das estações em 2018, de acordo com o último Resumo de Oferta e Demanda de Cereais da FAO, também divulgado hoje.
As novas estimativas refletem maiores colheitas de trigo antecipadas, uma vez que as melhores perspectivas de produção na Federação Russa compensaram as revisões negativas feitas para o Canadá e os Estados Unidos da América, bem como extratos de milho e cevada mais altos no Brasil e na Federação Russa.A produção mundial de arroz em 2017 também está prevista para chegar a um recorde, de acordo com a FAO.
O ligeiro declínio no Índice de Preços de Alimentos da FAO em agosto terminou três meses de aumentos consecutivos. No entanto, apesar disso, o Índice - índice indexado ao comércio que acompanha os preços do mercado internacional para cinco principais grupos de commodities - manteve-se 6% acima do valor do ano anterior.
Junto com os cereais, o Índice de Preços de Carne da FAO caiu 1,2 por cento no mês, enquanto o Índice de Preços do Açúcar da FAO caiu 1,7% - impulsionado por perspectivas favoráveis de colheita de cana nos principais produtores do Brasil, Tailândia e Índia, bem como por uma demanda internacional mais fraca em a sequência de tarifas mais elevadas impostas pela China e pela Índia.
Mas o Índice de Preços do Petróleo Vegetal da FAO subiu 2,5 por cento, liderado pelo aumento das cotações de óleos de palma, soja, colza (canola) e girassol. E o Índice de Preços de Produtos Dourados da FAO também aumentou 1,4 por cento em relação a julho, liderado por uma maior demanda de gordura butírica na Europa e América do Norte.
A nova previsão da FAO também aponta para uma maior utilização de cereais, especialmente trigo e arroz, enquanto a utilização de grãos grosseiros para alimentação animal é projetada para chegar a um máximo histórico.
Mesmo assim, espera-se que as reservas mundiais de cereais atinjam um recorde de 719 milhões de toneladas, um aumento de 2% em relação aos níveis já altos na abertura das estações atuais. Os estoques de trigo na Federação Russa e os estoques de milho no Brasil deverão crescer notavelmente.
O comércio mundial de cereais também deverá expandir em mais de 2% para atingir 403 milhões de toneladas, um novo recorde. A última previsão da FAO é de 8 milhões de toneladas acima do previsto antes da demanda por China, Brasil, União Européia, República Islâmica do Irã e México.