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Hoje é Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
Venha conosco ao Irã - 16 -  província de Isfahán - Mesquita de Imam Khomeini (que Deus o abençoe)


Venha conosco ao Irã - 16 - província de Isfahán - Mesquita de Imam Khomeini (que Deus o abençoe)

Nossa saudação a todos os interessados na série “Venha conosco ao Irã”. Recordam-se, no post anterior que tínhamos apresentado às obras históricas da cidade de Isfahán e falamos das belezas desta cidade, sendo concentradas na maioria na praça histórica de



Na primeira parte do post de hoje vamos apresentar-lhes a mesquita de Imam Khomeini (que Deus o abençoe), símbolo da arquitetura islâmica do Irã. Convidamos-lhes a que nos acompanhem.
No sul da praça histórica de Isfahán encontra-se uma das mais importantes mesquitas da época de Safavida chamada à mesquita do Imam Khomeini (que Deus o abençoe) a qual também é conhecida como a mesquita do Xá ou a mesquita Abbasi. A mesquita tem quatro terraços e quatro minaretes. A construção desta mesquita começou no ano 1020 da hégira lunar e na época de Xá Abbas I e durou quase 26 anos. A mesquita do Imam é uma das obras mais destacadas, em termos da arquitetura, por trabalhos de azulejos e das esculturas do século XI da hégira. Esta mesquita, registrada no ano 1932 como uma das obras nacionais do Irã, junto com a Praça de Naqshe-Jahan, foram incluídas na lista dos patrimônios mundiais da UNESCO e como umas das obras nacionais e religiosas.
A porta principal da mesquita do Imam está decorada com poemas gravados em forma de baixo-relevo. A porta está coberta de uma camada de ouro e prata e está decorada com lindos desenhos e cores. Portanto, é considerada uma das obras artísticas da época de Safavida. A inscrição que se encontra sobre a porta, que parece um quadro, foi escrita por Alireza Abbasi, o famoso calígrafo da época Safavida. O terraço triangular da entrada da mesquita do Imam conta com dois minaretes de cor turquesa de 27 metros de altura. Na parte traseira, encontra-se a cúpula principal de 52 metros de altura. Na entrada da mesquita há um corredor maravilhoso em termos artístico. O arquiteto competente da mesquita tem localizado duas saídas com diferentes longitudes a corredores laterais para que gire o eixo da mesquita na direção de Quibla (a cidade de Maca), o qual tem um ângulo de 45 graus. Desta maneira, mantém-se o equilíbrio, a simetria e as dimensões do edifício da mesquita modificando a direção para o Quibla.
No pátio da mesquita, há uma fonte grande e formosa, enquanto, em parte da norte e ocidental da mesquita, observam-se dois pátios simétricos. O pátio oriental é maior mas singelo e sem decorações; o pátio ocidental é menor mas está decorado com azulejos de sete cores. O Mihrab da mesquita também é um dos mais formosos das mesquitas de Isfahán. A cúpula desta mesquita, uma das mais altas de todas as mesquitas no Irã, tem duas camadas que cobrem um ao outro com uma distância de 12 metros. A cúpula exterior, de 52 metros de altura, está coberta com azulejos de cor turquesa que de longe destacam por seu brilho. Como a cúpula tem duas camadas, escuta-se claramente o eco da voz no âmbiente da mesquita quando alguém se fala a frente do Mihrab. As inscrições da mesquita do Imam, com decorações de azulejos de sete cores sobre as cúpulas, terraços e paredes são obras dos artistas e calígrafos da época de Safavida. Nas zonas do sudeste e sudoeste da mesquita encontram-se, em forma simétrica, duas escolas de Ciências Religiosas (seminários) denominadas como a escola Naser e a escola Soleimanieh. Ao redor do pátio das escolas existem árvores de baya e lugares pa acomodação dos alunos que estudas nas duas escolas; o que tem criado um ambiente muito agradável. No sudeste da mesquita e na escola existe uma pedra em um lugar determinado, a qual indica a hora exata de meio dia de Isfahán nos quatros estações do ano (relógio do sol). Este cálculo tem sido feito pelo sábio, alfaquí (jurista islâmico) e matemático iraniano, o sheij Bahai, quem viveu na época de Xá Abbas.

A mesquita do Imam Khomeini (que Deus o abençoe) tem equilíbrio e simetria, tem características que a diferenciam de outras mesquitas. Nenhuma parte da mesquita tanto as decorações com azulejos no teto e as paredes não são similares, no entanto, têm aumentado sua beleza. Nas entradas existem bacias de pedra nos quais se conserva água e sucos. As bacias são de uma pedra inteira escoltada, as quais indicam a arte da escultura neste monumento.

A glória da mesquita do Imam tem atraído a atenção de muitos dos experientes e interessados na arquitetura iraniana. De tal maneira que, o conhecido iranólogo Arthur Apham Pop, em seu livro sobre a arquitetura iraniana, escreveu sobre a mesquita do Imam: "Esta obra histórica é o símbolo do auge de mil anos de construção de mesquitas no Irã. Ainda que a glória da cúpula e a porta da mesquita surpreendem a qualquer, no entanto, a repetição equilibrada dos elementos do edifício, os portões e os terraços simétricas e o efeito de diferentes cores, ajudam a cada um a compreender a beleza verdadeira do monumento".

Agora que temos conhecido a mesquita do Imam Khomeini, é conveniente que lhes dêmos a conhecer outro monumento que se encontra na Praça do Imam denominado o palácio monumental de Aali-qaapu, o qual está situado na parte ocidental da praça e frente da mesquita Shikh Lotfollah. Entre os monumentos da Praça do Imam, Aali-qaapu é mais atrativo não só por sua beleza, como por sua arquitetura e as decorações internas com azulejos de diferentes desenhos. O monumento Aali-qaapu é um palácio sólido e maravilhoso que foi construído no século XVII, conta com 386 metros de longitude, 140 metros de largura e 48 metros de altura. Na época de Safavida chamavam-no "Dolat-khaneye Mobarakeye Naqshe-Jahan" e "Qasre Dolat-khane" (ou o palácio do governo) que era um exemplo exclusivo da arquitetura dos palácios de sua época. Foi construído por ordem do Xá Abbas Safavida no inicio do século XVII. Os reis safavidas recebiam os embaixadores e às altas autoridades neste palácio. O monumento Aali-qaapu possui 6 pisos e a cada uma tem suas próprias decorações e estavam dedicadas a um uso especial. Por exemplo, no primeiro piso localizavam-se os guardas; no segundo era cafeteria; no terceiro era o quarto de estado e, finalmente, no sexto andar com suas lindas decorações era a sala da música. No traço, vê-se claramente a paisagem da cidade histórica de Isfahán e a Praça do Imam. O palácio Aali-qaapu caracteriza-se por ter pequenas habitações em diferentes andares. Sobre ele, o turista da época de Safavida Pietro Dellavalle tem escrito no seu roteiro que "o número dos andares, as pequenas habitações e os corredores que se ligam entre si são tantas que os vigilantes me asseguraram que existem mais de quinhentas (500) portas no palácio, ainda que todas fossem pequenas".
A beleza verdadeira de Aali-qaapu não é somente pela sua aparência, mas é pelo estilo da arquitetura e pelos azulejos de diferentes cores e desenhos utilizados no interior do monumento. As paredes estão cobertas com desenhos magistrais em cores de ouro, decorações de gesso e miniaturas, todos são as obras do maestro Reza Abbasi e seus hábeis alunos. Ainda se observam desenhos de arbustos e as imagens naturais de plantas e animais nos tetos, os corredores e as escadas. Outra característica mais destacada do palácio de Aali-qaapu é a enorme varanda que se encontra no piso superior e dá à Praça do Imam e que está rodeado com colunas de madeira. Um teto muito lindo encobre as colunas. O alpendre é o lugar principal onde se realizavam as diferentes cerimônias e festas. Também desde este mesmo lugar se observavam os jogos de pólo em cavalo e as coches de cavalos que se movimentam na Praça de Naqshe-Jahan. No meio da varanda, encontra-se uma enorme fonte retangular decorada com mármores. No sexto piso do palácio Aali-qaapu está situada uma das maiores e formosas salas do monumento que realça por suas decorações de gesso que se trabalharam no teto e as paredes. Este piso é conhecido como a de música. As decorações com gesso deste monumento além de que ser uma exposição de beleza, talento e iniciativa de seus criadores, também servem para expandir o eco da música que se tocavam ali, de tal forma que podiam ser ouvido sons naturais sem eco.