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Hoje é Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019
Venha conosco ao Irã - 22 - província de Isfahán - Mesquita Jaame


Venha conosco ao Irã - 22 - província de Isfahán - Mesquita Jaame

Neste artigo continuamos nossa viagem virtual à cidade histórica e o lugar onde têm nascido muitos artistas: Isfahán. Na primeira parte deste artigo, lhes apresentaremos a Mesquita Jaame.



Esta mesquita é um dos monumentos mais antigos e valiosos da história do Irã e, se registrou na lista dos patrimônios culturais mundiais. A forma atual da mesquita é o resultado das modificações e reparos feitos nas épocas de Ale-Buyeh, Saljuqian e Safavida. E representa a arquitetura islâmica do último milênio iraniano.
A mesquita Jaame foi construída no ano 138 da hégira lunar num grande bairro no "deserto" de Isfahán, próxima de uma das praças mais conhecidas, chamada Sabzeh Meidan.
Segundo os documentos disponíveis, esta mesquita tem um estilo muito singelo, sendo similar às construções com as caraterísticas islâmicas, mas tem sofrido modificações no decorrer o tempo. A arquitetura das partes adicionais representa o estilo da arquitetura de uma época particular. Os profissionais, por unanimidade, concordam em variados estilos arquitetônicos pertencentes as diferentes épocas.
No primeiro século islâmico, a data na qual os persas se converteram ao Islã, eles pensaram em fundar mesquitas gloriosas. Como contavam com um longo antecedente na edificação de diferentes tipos de monumentos, pois, tinham construído e decorado as mesquitas com um estilo original persa. Por isso, se vê uma grande semelhança estilística entre as primeiras mesquitas persas com os templos da época de Sasanida.
O famoso historiador e geógrafo dos princípios da época islâmica, Dr. Mogadasi, localizou esta mesquita no mercado da cidade e, falou sobre suas colunas circulares e seus altos minaretes.
Naaser Khosro Qobadiani e também Yaagut Hamawi descreveram nos anos 443 e 444 da hégira lunar, respectivamente, a mesquita Jaame de Isfahán. Segundo suas palavras parece que no século V, muitas pessoas frequentavam a esta mesquita.
A mesquita Jaame de Isfahán é um exemplo das mudanças arquitetônicos no Irã, durante os 14 séculos da época islâmica. Embora, esta mesquita tivesse sido testemunha de muitos acontecimentos históricos bons e maus, hoje em dia, já não se veem as impressões do monumento principal da mesquita construída no ano 138 da hégira lunar, já que no século V e a princípios do século VI, que coincide com o século XI e na primeira metade do século XII, foi construído um novo monumento que substituiu ao monumento principal da mesquita.
As obras da época de Saljuqiaan pertencem aos séculos V e VI da hégira e conformam o conjunto do atual monumento da mesquita, a qual está decorada com os azulejos e mármores.
Atualmente, observam-se na mesquita estilos artísticos de diferentes épocas, como Deilami, Saljughi, Gurkaani, Torkaman, Safavida e Qaajar. Durante o último meio século a mesquita foi restaurada e uma amplas reconstrução, mantendo até hoje.
A mesquita Jaame tem quatro galerias que estão construídas em quatro cantos, uma em frente à outra no norte, o sul, o este e o oeste da mesquita. Outros edifícios estão situados por trás destas galerias.
O estilo de quatro galerias é um modelo próprio persa que se empregava na construção sem precedentes das mesquitas em qualquer parte do mundo, exclusive chamado o estilo iraniano. Este estilo começou no século VI da hégira que coincide com princípios do século XII, isto é, depois do incêndio da mesquita Jaame de Isfahán. Neste incêndio, todos os livros e valiosos manuscritos da biblioteca da mesquita foram queimados, se tornando em cinzas.
A mesquita Jaame conta com oito entradas mas, utiliza-se mais o portão principal, o qual está localizado no sudeste da mesquita e cujo cabecilha está decorada com elementos da época da monarquia de Qajar.
O pátio da mesquita é um recinto com 70 metros de comprimento e 60 metros de largura. Existem diferentes galerias nos quatros laterais do pátio da mesquita. A frente de galeria ocidental da mesquita localiza-se uma pequena mesquita (capelinha) chamada al-jaito, a qual leva o nome do rei da dinastia de Ilkhanian.
O altar excelente desta mesquita com decoração de gesso é uma das suas partes mais destacadas. A mesquita Jaame de Isfahán, também conta com muitas obras em manuscritos árabe e em persa com caligrafia Sols, Banai, Naskh e Nastaliq. De tal maneira que, a mesquita Jaame de Isfahán , aparentemente, se tornou como um museu de XIV séculos da história da arquitetura de época islâmica, onde se encontram variadas decorações de tijolos, azulejos e de gessos e a cada um pertencem a diferentes épocas. Pelo qual o consideram como uma das obras históricas mais importantes do Irã na época islâmica.
O iranólogo, Arthur Upham Pope descreveu este monumento histórico de Isfahán da seguinte maneira: "Este monumento tão glorioso e magnifico é uma das obras mais belas na arquitetura do mundo."
É conveniente que saibam que no oeste da mesquita Jaame se encontram o mausoléu de Mola Mohamad Taqi Majlesi e de seu filho Mola Mohamad Baqer Majlesi, dois conhecidos teólogos da época de Safavida, quem escreveram livros religiosos muito valiosos.
Mohamad Taqi Majlesi é um dos sábios do século XI da hégira lunar quem teve um grande domínio das ciências islâmicas, como exemplo na jurisprudência, o misticismo e a literatura; tem obras escritas destacadas em árabe, como "Sharh Men La ahzare Al Faqih", "Sharh Sahifiye Sajadihe" e "Hawashi bar Osule Kafi", entre outras.
Mohamad Baqer Majlesi, filho de Mola Mohamad Taqi Majlesi também é um dos conhecidos jurisprudentes xiitas. Nasceu no ano 1037 da hégira lunar em Isfahán e começou a aprender as ciências de seu próprio pai. E faleceu no ano 1110 ou 1111 da hégira lunar.
Mohamad Baqer Majlesi era um sábio quase em todas as ciências de sua época e tem escrito várias ensaios sobre as ciências de seu domínio, como a jurisprudencia e o misticismo. O livro "Bahar Al Anwar", escrito em 110 volumes, é uma das obras mais importantes deste escritor e, até o momento, têm sido traduzidos em diferentes idiomas do mundo.
Mohamad Baqer Majlesi, tem escrito 86 livros em persa e 73 livros e ensaios na língua árabe.