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Hoje é Sábado, 21 de Outubro de 2017
Venha conosco ao Irã - 50 - província de Ardebil - cidade histórica de Ardebil


Venha conosco ao Irã - 50 - província de Ardebil - cidade histórica de Ardebil

Nos posts anteriores, viajamos à província de Ardebil no noroeste do Irã e mostramos a natureza desta província.



Hoje viajaremos à cidade histórica de Ardebil, capital da província e convidamos-lhes para que nos acompanhem, nesta viagem.
Entre as montanhas de Talesh e Savalan e entre um grande vale, encontra-se a cidade histórica de Ardebil, lugar em que conta com muita água, um clima agradável e uma terra fértil. Em Ardebil nos invernos faz muito frio e nos verões é ameno. Segundo o livro Hodud al-Alam, escrito no século IV da hégira lunar, Ardebil é um nome avéstico que consiste de duas palavras: Artaque significa sagrados e Wil com o sentido de cidade. Hoje em dia, na zona Talesh na província de Ardebil, ainda o chamam Ardewil, lugar de Ardebil com o sentido da zona sagrada.
Ardebil depois a cidade de Tabriz é a segunda cidade importante e histórica da província de Azerbaijão no Irã. O nome da cidade de Ardebil registrou-se como Arta ou Aratata nas tablillas de argila dos sumários que indica a antiguidade da cidade de até 5000 anos atrás. Alguns arqueólogos, segundo as escavações, pensam que Ardebil era habitada desde o sexto milénio a.C. Desde depois, segundo as últimas descobertas encontradas nas rochas na zona Morad-Lo situada em Ardebil, demonstram uma história de 40 mil anos de Ardebil. Esta última tem passado muitos altos e baixos.
Na época da soberania de Bani-Omayeh era a capital de Azerbaijão mas, no ano 617 da hégira lunar (1120 cristão) foi atacada e destruída pelos mongóis. No século X da hégira (no século 16 cristão), quando os Safawies tomaram o poder, Ardebil ocupou um lugar importante do ponto de vista político-econômico. Por outra parte, Ardebil encontrava-se no trajeto da artéria comercial entre o Irã e a Europa, o qual aumentou cada vez mais sua importância. Outras épocas dos Safawies em Ardebil demonstram a grandeza da cidade. O mausoléu do Xeque (Sheikh) Safi-Ali al-din Ardebili é um dos conhecidos monumentos históricos da cidade.
Depois do derrubamento da dinastia do Safawies e, ao longo das diferentes mudanças históricas, Ardebil perdeu seu auge e sua importância. Mas, depois da vitória da revolução islâmica do Irã em 1372 da hégira solar (1993) criou-se a província de Ardebil mantendo a cidade capital do mesmo nome.
Queridos amigos, na primeira parte do post havíamos dito que os valiosos monumentos históricos da época de Safawies indicam a importância da cidade de Ardebil. A seguir, apresentaremos um destes monumentos históricos, isto é, o mausoléu do Xeque (Sheikh) Safi-Ali al-din Ardebili que foi registrado na lista das heranças do mundo, o lugar onde está enterrado o Xeque (Sheikh) Safi-Ali al-din Ardebili, bisavô dos reis dos Safawies, localizado no centro da cidade de Ardebil. O primeiro edifício construído do mausoléu pertence a primeira metade do século VIII da hégira (no século XIV cristão). Mas, com o passar do tempo, sobretudo, na época dos Safawies ampliaram os mausoléus, de maneira que, hoje em dia, se converteu em um conjunto histórico muito valioso e impressionante.
O mausoléu do Seikh (Xeque) Safi é um dos monumentos exclusivos entre todos os religiosos que inclui um panteão de cada época, os quais foram unidos pela primeira vez como em um complexo e único pelo Shah (rei) Tahmasb Safawi. Mais tarde, o Shah Abbas Sawafi ampliou o mausoléu e também fez várias reformas. A importância deste monumento é por sua relação com a dinastia de Safawie. Os sucessores dos reis de Safawies e também o rei (Sha) Ismael I (primeiro) que dirigiu esta dinastia também estão enterrados neste mausoléu histórico que se destaca desde o ponto da arquitetura islâmica. A cada um dos edifícios deste mausoléu, por sua vez, é extraordinário, porque incluem a porta primeiramente e o pátio grande e o pequeno, a mesquita Janat-sara, o pátio das tumbas e dos mártires, Qandil-khane, Chini-Khane, etc. As partes principais do mausoléu também incluem a tumba do Xeque Safi, o rei Ismael de Safawi, etc.
O monumento principal do mausoléu do Sheikh Safi al-din, é uma torre cilíndrica, sobre a qual está estabelecida uma cúpula conhecida como a Cúpula Allah, Allah que consiste em duas paredes. A parede exterior que está coberta com tijolos, onde o nome de Alah (Deus) está decorado com azulejos de cor azul turquesa. Pela arquitetura particular da Cúpula Alah, Alah, esta última tem resistido perante os fortes terremotos, já que até essa data havia contra restado fortes sismos.
Em outras partes interessantes do mausoléu do Xeque (Sheihk) Safi, podemos referir a Qandil-khane ou Dar al-Hafez que é a primeira parte do mausoléu. É uma sala com 11.5 de longitude e 6 metros de largura é o lugar, onde os memorizadores e intérpretes do Alcorão ensinaram e interpretaram este livro sagrado. O segundo andar do mesmo edifício está em serviço das mulheres.
As paredes de Qandil-khane estão decoradas em gesso e ouro com desenhos de plantas e cores naturais.
No século X da hégira (no século XVI cristão), o rei (sha) Tahmasb I (primeiro) Safawi mandou tecer um tapete para Qandil-khane e pintar com ouro os mesmos desenhos do tapete sobre a cúpula do edifício. O tapete tecido estava estendido em Qandil-khane até os princípios do século XIV da hégira (no final do século XIX),mais tarde, isto é, na época da soberania dos reis de Qajar no Irã, um britânico transladou ao Museu de Vitória Aberto em Londres, onde se conservou até hoje em dia como um dos preciosos tapetes da época de Safawie e se chama o Tapete de Ardebil, o qual existe 33 milhões de nodos, 11 metros de longitude e 5 metros de largura e, seu desenho é de grande arte e criatividade.
Chini-khane também forma outra parte do mausoléu que é um dos mais belos pavilhões da época do Shah (rei) Abbas Safawi em Ardebil que, se encontra na parte oriental de Qandil-khane. As pinturas, as decorações de ouro e a concordância das cores têm criado uma obra relevante que deixa qualquer um boquiaberto. Chini-khane conta com 1256 espaços para conservar as porcelanas que o império chinês tinha presenteado ao Shah (rei) Abbas por motivo da construção da rota de Seda e, também as porcelanas que o governo do Irã tinha encarregado à China.
Atualmente, este lugar é um museu, onde em uma parte dele se expõem os pratos de porcelana, os Alcorães manuscritos, metais e outros objetos da época islâmica e pré-islâmica. Anualmente, turistas nacionais e estrangeiros viajam à cidade histórica de Ardebil para visitar este museu e o mausoléu do Xeque Safi-Ali al-din de Ardebili.