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Venha conosco ao Irã - 08  - província de Fars - cidade Shiraz - monumentos religiosos


Venha conosco ao Irã - 08 - província de Fars - cidade Shiraz - monumentos religiosos

Hoje continuamos a nossa viagem à cidade de Shiraz conhecendo mais seus monumentos históricos. “Em Shiraz nas suas periferias existem muitos mausoléus, de tal maneira que a região é conhecida como a cidade de sagrados mausoléus”.



Para muitos historiadores e teólogos islâmicos, a província de Fars, especialmente Shiraz, é um dos primeiros lugares da presença de xiitas e, por sua antiguidade para a realização de atividades religiosas tem sido denominada Dar-Al Momenin (a casa dos crentes).

Segundo as evidencias e objetos achados, a antiguidade dos monumentos religiosos e os mausoléus em Shiraz, pertencem aos séculos II e III da hégira e, e mostram o rico antecedente cultural do povo nesta época.

Aproveitamos este espaço para apresentar-lhes alguns destes monumentos antigos.

O mausoléu do Ahmad-ben-Musa (Ahmad filho de Musa), conhecido como Shah-cheragh, um dos netos do Profeta do Islã (P.E.C. E), é um dos lugares que nesta cidade recebe muitos peregrinos provenientes de vários lugares do Irã.

Sha-cheragh é o lugar onde se reúnem os amantes e seguidores dos descendentes do profeta do Islã, o qual brilha aurora em Shiraz. Foi narrado que o Ahmad-ben-Musa, junto com muitos de seus familiares e seus irmãos, foram mártires no século II pelo califado Abbasida, o Mamun, em sua viagem à antiga cidade de Tus, sede do governo de Mamun no Irã. Ahmad-ben-Musa pretendia visitar seu irmão, Imam Reza (a paz esteja com ele), outro neto do Profeta do Islã que estava em Tus.

O santo túmulo de Ahmad-ben-Musa foi descoberto no século V da hégira lunar e desde já se tornou em um importante santuário xiita no Irã. E na época do Xá Ismael primeiro (1487- 1524) foi reconstruído o citado mausoléu. 90 anos depois desta data, a metade do mausoléu foi destruída por um terremoto e de novo teve que ser reconstruído. Em 1337 da hégira solar mudaram a cúpula do mausoléu. Após a revolução islâmica do Irã também este lugar sagrado teve algumas mudança, grande parte reconstituído e restaurado.

O atual mausoléu de Shah-cheragh está formado por um terraço e múltiplas divisões. A arquitetura, as ornamentações de espelho e gesso, as caligrafias, e as portas feitas de prata são valiosas demonstrações da arte islâmica.

O mausoléu de Seyed Amir Mohamad, irmão de Ahmad-ben-Musa também está situado, a pouca distância, no este do “Shah-cheragh” e tem um santuário decorado com espelhos. Ele está coberto com gravuras em prata com desenhos releves realizado por artistas iranianos.

Estes dois mausoléus, o de Ahmad-ben-Musa e o de Seyed Amir Mohamad, fazem um conjunto glorioso e espiritual, onde peregrinos e devotos chegam de diferentes partes do mundo para visitar.

A mesquita Atigh é outro dos monumentos histórico-religiosos de Shiraz, a qual também é conhecida como a mesquita da Sexta-feira (mesquita Jome). Esta mesquita se localiza no este do mausoléu Shah-cheragh e foi construído na época de Amro-leis Safari no ano 281 da hégira lunar.

Conta com seis portas e no meio da mesquita observa-se um cubo de gesso chamado “Casa do Deus”. As inscrições, escritas em árabe, pertencem à época do Sheijkh Abol Eshaq Inkho. A mesquita sofreu muitos danos por um terremoto, mas foi restaurada na época de “Safavidas” e “Qajar”.

A mesquita Nasir al-Mulk é outra mesquita conhecida que está no centro de Shiraz. Seus fundadores, Mirza Hossein Ali-khan e Nasir al-Mulk, eram dos conhecidos da Shiraz na época de Qajar. A mesquita tem um amplo espaço, dois terraços, uma no norte e a outra no sul, duas pousadas, uma no este e o outro na parte ocidental da mesquita.

A entrada da mesquita também tem muitas decorações e azulejos, em conjunto representam a beleza da arte iraniana. Quase, todas as superfícies estão cobertas com cerâmicas de diferentes cores com desenhos de plantas e animais. Tudo isto, mostra o gênio dos artistas de cerâmica da época da Qajar.

A mesquita Moshir al-Mulk (completa em 1888) é outra recordação desta última época (Qajar) também situada na parte tradicional e antiga de Shiraz. Ela foi construída durante o mandato de Haj Mirza Abol Hasan-khan-e Moshir al-Molk, governador da província de Fars. A mesquita Moshir al-Mulk, é muito semelhante a mesquita de Wakil. Os azulejos do altar têm a tornaram uma das mais belas mesquitas da época de Qajar em Shiraz.

Queridos amigos, além das grandes e formosas mesquitas, Darwazeh Alcorão (a Portão do Alcorão) também é outra obra histórica da Shiraz. Este portão fica localizado no nordeste de Shiraz. Chamam-na “portão do Alcorão” porque na parte superior (em forma de abóbada) do portão existe um Alcorão. Dita abóbada se construiu na época do governo de Ezad al-Dole Deilami em Fars, e na mesma época se colocou o Alcorão. A abóbada foi restaurada na época de Karim-khan-e Zand.

Em 1316 da hégira solar e após a construção de um viaduto no norte de Shiraz. A abóbada foi substituída e restaurada de novo. Finalmente, no ano 1327 da hégira solar, um comerciante de Shiraz, Hossein Igar, conhecido como Etemad al-Toj-jar, reconstruiu, com o ser recurso, o atual abóbada.

Aparência da abóbada está coberta com azulejos nas quais estão caligrafadas versículos do Alcorão.

Queridos ouvintes, em outras regiões, perto de Shiraz, também se encontram obras históricas que revelam a arte, a cultura e as lembranças do passado, tais como os antigos colégios, bibliotecas, museus e memoriais dos filósofos, intelectuais e poetas. Estes lugares recebem, diariamente, milhares de turistas e visitantes. Memoriais de Hafez, Saadi e Khajawi Kermani se encontram na cidade de Shiraz. Neste programa, apresentamos-lhes Hafezieh (Tumulo de Hafez).

O nome de Shiraz está vinculado com o nome do poeta e místico, o sufi iraniano Khaje Shams-e Din Mohamad Shirazi, cujo pseudônimo é Hafez. Isto se deve ao sua dedicação ao Alcorão em que ele foi conhecido como decorador do Alcorão. Hafez nasceu no ano 726 da hégira lunar em Shiraz e morreu aos 65 anos de idade na mesma cidade. Em juventude, aprendeu o Alcorão, literatura árabe e das outras nações, sendo um especialista em comentar o Alcorão. Hafez é famoso por seus sonetos, os quais são símbolos de profundos pensamentos de ser humano. Ele tem uma linguagem muito fluente.

As obras literárias e muitos poemas de Hafez são traduzidos em diferentes línguas, sendo considerada uma personalidade da literatura mundial. O tumulo de Hafez situado em Shiraz, numa região chamada Hafezieh, local mais interessante que atrai muitas turistas e admiradores do poeta que veem de qualquer parte do mundo. No ano 856 da hégira lunar, há 64 anos após o seu falecimento, foi erguido um memorial com uma bela cúpula num jardim. No ano 1189 da hégira lunar, Karim-khan Zand ordenou que a restauração do túmulo, o atual tumulo com quatro colunas altas de pedra, além de estar rodeado de um grande jardim. O túmulo de Hafez está coberto com uma pedra inteira de mármore. Durante 160 anos, este monumento reconstruiu-se reiteradas vezes e, algumas pessoas têm assumido com seus próprios recursos todo o custo da reconstrução. A última restauração do monumento foi em 1315 da hégira solar por Ali Asqar Hekmat, inspirado na arquitetura da época de Zand e as lembranças do escritor francês André Godard.

A abóbada do novo monumento tem oito colunas de pedra, cobertas com azulejos. A superfície externa da abóbada leva muitas fissuras em forma de um chapéu de Derviches (sufíes). Jardim memorial do Hafez, no qual também são enterrados outros poetas e místicos persas, desde sempre tem sido um centro e o lugar de visitação dos admiradores de Hafez, e a poesia persa.

Queridos ouvintes já chegamos aos momentos finais do nosso programa de hoje, mas desde já lhes convidamos a nos acompanharem no próximo capítulo para conhecer os poetas Sadi e Khajawi Kermani.